É alguém
que participa. Que sabe dividir as iniciativas e usa a sua criatividade para
fazer do namoro algo cada vez melhor e cada vez mais em sintonia conosco e com
ela.
É alguém
que quer. Que quer fazer coisas por nós que nós nem sabíamos que queríamos que
alguém fizesse. Ela simplesmente adivinha ou aprende muito bem sobre quem
somos, o que gostamos e o que seria bom para nós. A verdade é que no nosso
dia-a-dia nós vivemos abertos, entregues ao mundo para o melhor e para o pior,
a parceira perfeita é aquela que sabe trazer a cada dia algo sempre melhor.
A parceira
perfeita tem um trabalho mais importante que todos os outros que ela possa ter:
a nossa felicidade, e ela trabalha nisso todos os dias, sai a altas horas e
entra cedo. Quando estamos infelizes, faz horas extras.
A Parceira
perfeita aceita todos os nossos defeitos menos os que podem ser eliminados. Ela
ajuda-nos a sermos melhores, e dá-nos muito amor. E todo esse bem que ela nos
faz, não o faz por nós mas sim por ela mesma. É como se ela existisse para nos
fazer feliz, e ser feliz fazendo-nos feliz e ser super feliz quando nós para a
nossa felicidade lhe fazemos feliz.
A parceira
perfeita entra na nossa vida e transforma-se na definição de palavras e
conceitos como amor, felicidade, alegria, beleza, maravilha, magia. O reflexo
da imagem dela aparece nas estrelas, num belo lago em repouso, num por do sol a
beira-mar, parece que o mundo foi feito a imagem dela e que o único sentido da
vida é tê-la junto à nós. A parceira perfeita faz da vida a coisa mais bela e
maravilhosa possível de existir, em qualquer universo, em qualquer galáxia, em
qualquer mundo sob qualquer Deus, sob qualquer inteligência, em qualquer tempo.
Quanto a
parceira errada, ela tem um só defeito que engloba todos os outros: é casada
com o seu próprio ego.
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Stélio Inácio
365 Dias de Literatura – Uma Crónica Literária Por Dia
Crónica N° 72
11.10.2011
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11.10.2011
